FM7zHt-P4 (2026) “SE CONSEGUIR PAGAR O PIOR QUARTO, TE DOU A SUÍTE!”—ZOMBOU O GERENTE… MAS O FAZENDEIRO CALOU A TODOS
27/08/2026 · 2 lượt xem
Parte 4
Maurício franziu a testa. Ele não conhecia detalhes sobre leilões de gado, mas imaginava que fossem eventos pequenos, rurais, frequentados por pessoas simples como o homem à sua frente.
"E quanto pretende gastar nesse leilão?", perguntou, carregando a palavra de ironia.
"Depende dos animais disponíveis", respondeu Sebastião, "mas trouxe o suficiente para alguns reprodutores bons."
"E quanto custa um reprodutor desses?"
Sebastião fez uma pausa, como se estivesse calculando mentalmente.
"Varia muito, desde centenas de milhares até valores que chegam à casa dos milhões, dependendo da linhagem."
A informação caiu como uma pequena bomba na recepção. Algumas conversas diminuíram o tom. Celulares foram baixados. Todas as atenções se voltaram para Sebastião com uma intensidade renovada.
Maurício riu alto, um som forçado e desconfortável.
"Desculpe, mas o senhor está dizendo que um boi custa milhões de reais?"
"Reprodutores de elite? Sim. Os melhores podem alcançar valores impressionantes."
"E o senhor pretende comprar vários se os preços estiverem bons?"
"Sim."
Maurício balançou a cabeça como se estivesse lidando com um doente mental.
"Meu amigo, o senhor chegou aqui de Uber vestido assim..." Fez um gesto depreciativo em direção às roupas de Sebastião. "E quer me fazer acreditar que vai gastar fortunas em gado."
A recepção estava agora em suspense total. Era como assistir a um acidente de carro em câmera lenta. Todos sabiam que algo terrível estava prestes a acontecer, mas ninguém conseguia desviar o olhar.
"Não estou pedindo para acreditar em nada", respondeu Sebastião, a voz ainda calma, mas com uma firmeza nova. "Só quero o quarto que o senhor prometeu."

Maurício se inclinou sobre o balcão, assumindo uma postura intimidadora.
"Escuta aqui, seu fazendeiro. Eu não sei que tipo de fantasia é essa, mas aqui é um hotel sério. A gente atende pessoas sérias, com dinheiro sério. Não gente que vem contar história de boi milionário."
Alguns hóspedes começaram a se mexer desconfortavelmente. A situação estava claramente saindo de controle.
Uma senhora idosa sussurrou para o marido:
"Esse gerente está sendo muito grosso."
Mas Maurício estava perdido em sua própria arrogância, incapaz de perceber que estava cavando um buraco cada vez mais fundo.
"O dinheiro está aí no balcão", disse Sebastião, apontando para as notas. "O senhor fez uma aposta. Um homem de palavra cumpre suas apostas."
"Homem de palavra?" Maurício riu com crueldade. "Homem de palavra não inventa história de boi milionário para se fazer de importante."
Foi então que Sebastião fez algo que ninguém esperava.
Ele voltou até sua mala, procurou por alguns segundos e retornou com um smartphone simples e desgastado pelo uso.
"Posso fazer uma ligação?", perguntou educadamente.
"Ligação para quem?", rebateu Maurício, suspeitoso.
"Para meu contador. Ele pode esclarecer algumas coisas."
Maurício hesitou. A situação estava fugindo completamente de seu controle, mas ele havia se exposto tanto que não podia mais recuar. Toda a recepção do hotel estava observando. Recuar agora seria admitir que havia cometido um erro terrível.
"Pode ligar", disse, tentando soar confiante. "Mas, quando essa historinha não se confirmar, o senhor sai daqui imediatamente."
Sebastião assentiu e discou um número.

A ligação tocou no viva-voz, e a voz de um homem atendeu do outro lado.
"Boa tarde, Sebastião. Como está o evento aí na capital?"
"Boa tarde, Dr. Roberto. Estou bem, obrigado. Posso fazer uma pergunta sobre nossos preparativos para amanhã?"
A conversa que se seguiu mudaria para sempre a vida de todos os presentes naquela recepção.
"Dr. Roberto", continuou Sebastião, mantendo o telefone no viva-voz para que todos pudessem ouvir. "O senhor pode me lembrar o orçamento que separamos para o leilão de amanhã?"
A voz do contador ecoou claramente pelo ambiente silencioso.
"Claro, Sebastião, temos uma reserva considerável preparada para os lances. Você disse que queria ter margem confortável para as aquisições importantes."
Um silêncio crescente tomou conta do ambiente. Maurício sentiu como se o chão tivesse começado a tremer sob seus pés. O tom profissional e respeitoso do contador era inegável.
"Perfeito", disse Sebastião calmamente. "E pagamentos funcionam como sempre?"
"Transferência bancária ou Pix, como de costume. Você tem também o cartão empresarial para eventuais necessidades menores."
"Oigado, Dr. Roberto. Até mais."
Sebastião desligou o telefone e colocou-o de volta no bolso.
A recepção permanecia em silêncio mortal. Todos os presentes olhavam para ele como se estivessem vendo algo extraordinário materializar diante de seus olhos.
Maurício estava pálido. Suas mãos tremiam visivelmente enquanto ele tentava processar o que acabara de ouvir.
Uma reserva considerável. Cartão empresarial.
A realidade começava a bater em sua mente como marteladas.
"Isso... isso não prova nada", gaguejou Maurício, desesperado para manter algum controle sobre a situação. "Qualquer um pode pedir para alguém fingir ser contador."
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